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É preciso ter um produto de qua Parajumpers Denali Jacket Dam lida de, mas é preciso que o consumidor te “enxergue” no meio de tantas marcas concorrentes. É necessário tocar o coração do consumidor. Pensa assim um jovem anunciante carioca que tornou a propaganda de cervejas mais interessante ao lado da sua agência, a 11:21. A cerveja Carioca, do empresário Luiz Eduardo Vieira, aposta que o tempo dos conceitos machistas na publicidade cervejeira acabou: as mulheres estão nos bares, dividindo a conta e bebendo junto com a galera. Vieira acredita que sua marca deve “conversar” permanentemente com os consumidores e fala de sua marca nesse bate-papo.

Abap-Rio – Quando a Rio Carioca foi criada, qual era a sua visão do negócio?

Vieira – Desde o início do projeto, e estamos falando de final de 2012, início de 2013, quando deixamos de sonhar e iniciamos a materialização do Plano de Negócios e a análise do mercado, sempre víamos o negócio da cerveja artesanal como um grande oásis a ser explorado e experimentado, acima de tudo. O modelo de cerveja artesanal que tínhamos, e em certo ponto que ainda temos no país, é o mercado norte-americano que, em termos econômicos-sociais é totalmente diferente do que encontramos no Brasil. Lá há um cenário de estabilidade jurídica muito grande e forte apoio estatal ao empreendedorismo, coisas que ainda estamos bem distantes no Brasil. O mercado de artesanais por aqui ainda tem um pouco de ‘tentativa e erro’, de descobertas e experimentações, e falta de apoio nas esferas governamentais. Podemos dizer que estamos em processo de “fermentação” do mercado e, talvez em alguns poucos lugares do Brasil, um início de “maturação”, utilizando um pouco dos jargões da produção de cervejas.

Apesar de todas as Nike Air Zoom Pegasus 33 Womens dificuldades eu diria que a visão do negócio de quando começamos não mudou tanto, talvez se adaptaram as mudanças e anseios do mercado, às instabilidades jurídicas e tributárias do país e as oscilações econômicas, mas de forma geral, a visão é bem parecida. O mercado é excelente, um vasto Market share, muito a se fazer e grandes oportunidades esperando para serem exploradas, profissionais do setor cada dia mais preparado e o mercado cada vez mais sedento de novidades. Eu diria que é um mercado “perfeito” para o verdadeiro empreendedor. Muito a se fazer, aprender e a se conquistar.

 

Abap-Rio – Hoje, quanto se materializou, e quanto ainda falta para se materializar dos planos feitos?

Vieira – O verdadeiro empreendedor é aquele que quanto mais próximo dos planos feitos ele se aproxima, mais novos planos ele cria. Quando iniciamos, o planejamento inicial era que em nossos dois primeiros anos nossa única meta e preocupação fosse criar uma marca, uma identidade e difundir a cultura cervejeira. Após dez meses, grande parte desse objetivo foi cumprido em um prazo bem menor do que poderíamos imaginar. Conseguimos até certo ponto fazer um pouco de história, sendo os primeiros no Rio a utilizar mídias externas como outdoors e sendo a primeira artesanal no mundo a veicular filmes publicitários em tv aberta, coisas que nem imaginávamos conseguir fazer em tão pouco tempo.

Podemos dizer que nossos planos iniciais, em parte, foram cumpridos e ganharam novos desafios, como o lançamento de novos produtos, parcerias inéditas e impensáveis por cervejarias e até um planejamento de médio prazo para exportação das nossas cervejas para o mercado europeu.

Mas independentemente de qualquer coisa, o mais importante é manter sempre o nosso foco inicial, trazer alegria aos nossos consumidores, pois essa é a nossa identidade e nossa missão.

 

Abap-Rio – Qual o papel da comunicação e da publicidade na construção da sua marca e do seu negócio?

Vieira – A Rio Carioca nasceu com uma visão muito clara e pragmática que a marca, a comunicação e a publicidade eram eixos fundamentais para nosso sucesso. Criar uma marca que converse com nosso consumidor e que signifique algo que transcenda um simples produto é fundamental em qualquer ramo de negócio e é algo que sempre vislumbramos. Marca, produto e identidade precisam andar juntos para que haja fluidez no negócio.

Como empreendedor tenho muito clara a visão de que o negócio por si só, a excelência do serviço prestado e a qualidade do que você produz, em um mundo tão competitivo e de recursos finitos como os de hoje, não são o suficiente para alavancar um negócio. Há necessidade de ir além, falar a linguagem dos clientes e consumidores, ser entendido por eles e fazer com que eles sonhem e vivenciem a mesma história e que você. Ter experiências que transcendam o simples ato de consumir um determinado produto/serviço é algo que a sociedade de hoje em dia nos cobra. O bom produto não pode se limitar apenas a qualidade dele, tem que agregar valores, agregar experiências, consumir deve ser um momento único, de celebração, que remeta o consumidor à boas memórias.

A Rio Carioca nasceu com essa pegada, não é apenas uma história de fazer e vender cerveja, mas sim trazer alegria, inspirar e, sobretudo, resgatar o orgulho de ser carioca e viver nesse caldeirão chamado Rio de Janeiro.

Eu costumo dizer para amigos próximos que empreender é estar em um casamento bígamo, onde no horário comercial você é casado com seu contador e após o expediente você sai com o seu publicitário. Não existe marca e/ou negócio de sucesso sem uma parceria verdadeira entre a Golden Goose Superstar Sneakers empresa e a agência de publicidade. Os dois precisam andar juntos, de braços dados, entendendo-se mutuamente com total empatia, para que seja possível passar de forma precisa um conceito, o valor da marca, ao cliente/consumidor.

Nós tivemos a sorte grande de ter conosco uma agência que pensa a publicidade/branding desta forma também, como algo que agrega valor, que soma. A 11:21 não é uma agência de publicidade pura e simples, é uma parceira de sonhos, uma agência do tamanho do nosso sonho, onde eles não apenas fazem publicidade, mas discutem conosco estratégias para a marca, nos sugestionam para atingir o mercado, para que possamos passar nossos valores a quem realmente importa, aos nossos consumidores. Desde o início, quando tínhamos apenas um nome solto e um plano de negócios, sem nenhuma identidade visual definida, eles estão conosco, nos auxiliaram a criar o que é hoje a Rio Carioca.

Sem dúvida foi, e será ainda mais, fundamental para consolidar a Rio Carioca no mercado de cervejas artesanais no Brasil.

 

Abap-Rio – Como competir em um segmento tão repleto de marcas?

Vieira – Aí entra nossos parceiros da 11:21. Você precisa ter um produto de qualidade, isso é óbvio, mas é preciso algo mais, é preciso que o consumidor te “enxergue” no meio de tantas marcas concorrentes com produtos maravilhosos em uma prateleira colorida. É necessário tocar o coração do consumidor, em que pese o tom “piegas” que isso possa parecer. E para chegar a esse consumidor você precisa falar a língua dele, entendê-lo, emocioná-lo e mostrar a ele que você não quer apenas vender um produto, mas sim, fazer parte da vida dele, participar de suas experiências e que você está preocupado em, acima de tudo, atender às expectativas dele e, quem sabe, superá-las positivamente. Se você conseguir isso, pode ser que aquele consumidor comece a lhe notar e te dar a oportunidade de se apresentar à ele.

 

Abap-Rio – O carioca prefere a Pilsen?

Vieira – O que o carioca prefere de verdade é festejar! A cerveja favorita do carioca é aquela que, acima de tudo, seja bem feita, tenha qualidade. Mas não basta, ela precisa juntar a galera na mesa do bar, ela precisa agregar todo mundo, ser a coadjuvante na mesa, pois o principal tem que ser sempre a alegria e a descontração. Nessa linha, a cerveja precisa ser refrescante, ter um alto ‘drinkability’ e principalmente, proporcionar boas experiências gustativas. Não há dúvidas que a verdadeira Pilsen puro malte (seja ela do segmento bohemian, german ou american) se encaixa muito bem ao clima carioca. Mas também temos diversos outros estilos de cervejas que se encaixam tão bem nessa linha, ou até melhor, como as Sour, Gose, Witbier, Weiss, Berliner, Session, Saison, Kolsch, APA’s, e mais uma infinidade de sabores e estilos que ainda não são tão conhecidas por aqui. O importante a ter em mente é que o universo da cerveja é bem maior e mais divertido do que o que as grandes corporações apresentam para nós e insistem em equivocadamente chamar de ‘pilsen’. Há sempre uma nova cerveja favorita a se descobrir. A experimentação é sempre a melhor diversão.

 

Abap-Rio – Que tipo de “bebedor de cerveja” vocês querem conquistar?

Vieira – Todos! A cerveja é uma bebida democrática e popular e queremos que assim ela continue. Queremos ser reconhecidos como a “cerveja do carioca”, o espírito carioca engarrafado e, portanto, não somos de um tipo de “bebedor de cerveja”, somos da galera, de quem chegar, de quem estiver na nossa vibe. E por isso criamos cervejas de qualidade, que atendam à todos os gostos e paladares, independentemente de ser um bebedor mais experiente, acostumado com estilos belgas e alemãs centenários e complexos ou ser aquele que está tomando uma artesanal pela primeira vez. Somos uma cerveja artesanal autêntica carioca, vamos ao shopping de chinelo e bermuda depois de passar a manhã torrando na praia.

 

Abap-Rio – O que você acha da estratégia de explorar mulheres gostosas na publicidade? O típico bebedor de cerveja é mesmo esse cara babão e mulherengo?

Vieira – Foi bom enquanto durou. Quando essa história toda de publicidade de cerveja tomou vulto lá na década de 80, essa imagem talvez fosse esteticamente aceitável e atraente, mas passou, virou clichê, e de muito mal gosto.

A nossa sociedade mudou, aquele cara babão e mulherengo que passa o dia inteiro no bar bebendo enquanto a esposa está em casa, descabelada, cuidando da casa e dos filhos não tem mais espaço.

Hoje (AINDA BEM!) a mulher está no bar, ao nosso lado, dividindo a cerveja e a conta, e explicando a regra do impedimento para nós homens. Isso, quando aquela mulher na mesa não é a mestre-cervejeira, que hoje também é muito comum. O tempo dos estereótipos machistas acabou, e a indústria cervejeira de massa precisa reciclar esses conceitos. A boa na história tem que ser a cerveja, a mulher tem que ser a parceira de copo ou aquela que fez aquela cerveja.

 

Abap-Rio – Como o carioca lida com cervejas mais artesanais?

Vieira – O carioca como grande parte dos brasileiros está aprendendo cada dia mais sobre cervejas artesanais e está conhecendo a sua amplitude e versatilidade. E isso é muito legal e gratificante de ver. De uma maneira geral o carioca responde muito bem a todo esse movimento artesanal, e vou mais além, hoje, não tenho nenhum temor em dizer que o carioca como público consumidor de cerveja artesanal é um dos melhores e mais engajados do país. Cariocas estão sempre abertos à novidades, à experimentações e a cada dia pede mais por isso, é a nossa essência. O mercado artesanal está bombando no Rio e ainda vai crescer muito nos próximos anos. Temos diversas cervejarias artesanais consolidadas por aqui e temos vários outros cervejeiros se movimentando e criando novas marcas e produtos, cada uma com sua identidade e particularidades. O maior evento de cerveja artesanal do Brasil acontece no Rio de Janeiro. Somos referência no quesito chopp para o Brasil e tenho certeza que seremos referência também no quesito cerveja artesanal. O carioca ama cerveja! A cerveja não foi inventada por brasileiros, mas com toda a certeza, foi inventada para os cariocas. Cerveja é a bebida mais carioca que existe.

 

Abap-Rio – Em tempos de crise, bebe-se mais ou menos cerveja?

Vieira – Eu não diria que se bebe menos, mas sim bebe-se com mais consciência. Em tempos de crise precisamos ser mais assertivos quando gastamos nosso dinheiro, e isso não é algo restrito às cervejas, mas a todos os bens de consumo de forma geral. O consumidor se preocupa mais com a qualidade do que está consumindo, com o valor agregado que certo produto tem e, por toda a experiência proporcionada por aquele tipo de consumo, por isso, nota-se que apesar da crise, continua-se consumindo cerveja artesanal, e muito. A cerveja artesanal, até o momento, continua imune à crise, muito por conta da qualidade e do valor agregado que ela possui. Bebe-se melhor. Cerveja é uma bebida que combina com comemorações assim como com lamentos, portanto, com crise ou sem crise a cerveja é sempre uma boa companheira.

 

Abap-Rio – Como será 2017 para vocês?

Vieira – Acho que essa é a pergunta de um milhão de reais para todo empreendedor, independente do ramo de atuação. Minha expectativa pessoal é sempre a mais positiva possível, continuo acreditando no Brasil e na nossa Cidade Maravilhosa e na normalização político-econômica do nosso país. A expectativa é superpositiva, com um aumento sustentável de vendas e o continuo crescimento do mercado consumidor de artesanais. Acredito cada vez mais em um consumidor mais “caseiro”, privilegiando cervejas artesanais brasileiras (especialmente carioca) em detrimento das importadas. Imaginamos alguns lançamentos para o decorrer do próximo ano, consolidar mais a nossa marca fora do Rio e, claro, inovar sempre na divulgação da marca e da cultura cervejeira em geral, com ações inéditas, simples, apostando na nossa parceria contínua de sucesso com a nossa agência, a 11:21. O ano 2017 promete muita simplicidade criativa e a dupla Rio Carioca e 11:21 vão continuar aprontando bastante e dando o que falar no segmento de cervejas artesanais.

Author: Claudia Penteado